Tive dúvidas se foram 3 ou 4 anos atrás,
afinal o tempo passou tão rápido ou pelo menos parece mais rápido agora. Agora,
em que tudo está brando. Difícil foi se acostumar com a distância e
saber que o tempo se partiu ao meio como um relógio caído sem querer.
Engraçado, olhar para trás e enxergar com olhos mais maduros e rir,
simplesmente rir com uma coletânea de folhas, palavras e só. Olhar para um
calendário velho e ver marcações dia após dia, uma manta de bobagens nas
palavras, segundos, horas seguidas, dias, meses, anos, datas escritas como
forma de cronometrar toda a ausência e esquecimento. Quanto tempo se leva para deixar
o passado no passado? Para se eternizar o que não é para sempre? Se não foi
eterno, foi algo próximo disso, às vezes o “ para sempre ” demora apenas um
segundo, como disse o tal coelho na Obra infantil de Alice no País das Maravilhas de Lewis Carrol. Hoje, chorei como há tanto tempo não lembrava, solucei, não por sentir
novamente a mesma dor desses 3 ou 4, mas por lembrar como doeu.
PS: A data de publicação não é correspondente ao texto
escrito.