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sábado, 18 de fevereiro de 2017

3 ou 4



         Tive dúvidas se foram 3 ou 4 anos atrás, afinal o tempo passou tão rápido ou pelo menos parece mais rápido agora. Agora, em que tudo está brando. Difícil foi se acostumar com a distância e saber que o tempo se partiu ao meio como um relógio caído sem querer. Engraçado, olhar para trás e enxergar com olhos mais maduros e rir, simplesmente rir com uma coletânea de folhas, palavras e só. Olhar para um calendário velho e ver marcações dia após dia, uma manta de bobagens nas palavras, segundos, horas seguidas, dias, meses, anos, datas escritas como forma de cronometrar toda a ausência e esquecimento. Quanto tempo se leva para deixar o passado no passado? Para se eternizar o que não é para sempre? Se não foi eterno, foi algo próximo disso, às vezes o “ para sempre ” demora apenas um segundo, como disse o tal coelho na Obra infantil de Alice no País das Maravilhas de Lewis Carrol. Hoje, chorei como há tanto tempo não lembrava, solucei, não por sentir novamente a mesma dor desses 3 ou 4, mas por lembrar como doeu.


PS: A data de publicação não é correspondente ao texto escrito.