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domingo, 30 de março de 2014

Demito-te






Demito-te

Eu me levantei vagarosamente e olhei no espelho
Pensei:
Meus últimos 569 dias foram dedicados a um sentido
Constante e ingênuo sentimento ‘certinho e monótono’
Que hoje se sara na cicatriz
Que hoje, meio dia, se safa por um triz
Enjoei-me do cheiro, do choro e da dor
Vomitei a saudade esmagando aquele amor
Amor?  Digo, aquele imaturo desamor
Amor traidor:
Eu te desamo, mato-te adentro
E incansavelmente repito.
Respiro e faço disso uma canção.
Demito-te do meu coração.


120214


02/12

2 comentários:

  1. Olá JL, belo poema...me vi aqui há um tempo atrás, quando deveria ter demitio uma paixão que devorou meu coração (rima sem querer rs), mas é tão grandioso esta tua atitude diante deste poema, uma construção que vai desconstruíndo para construir um ser inteiro e livre (divaguei), mas amei este poema, obrigado.
    ps. Carinho respeito e abraço.

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    1. Olá, Jair, Muito obrigada pelo seu comentário, acho que você definiu bem "uma construção que vai desconstruindo para construir um ser inteiro e livre" Só o tempo é a resposta para esse todo esse processo.
      Um abraço!

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