Páginas

segunda-feira, 28 de março de 2011

Um desabafo

(sei que não posso começar frases com pronomes oblíquos, mas...)
Me aconteceu algo tão surpreendente que se eu falasse pra todo mundo, ninguém acreditaria. É, pois é, a minha idade não quer dizer nada. São 20 anos, mas são anos de razões trocadas.
Creio que o meu silêncio doeu mais do que qualquer palavra que dissesse, mas com certeza doeu mais em mim, segurar tudo por dentro com uma imensa vontade de chorar. Engolindo choros e palavras, medindo razões que não se entendem. Tive vontades, vontade de sair, de não mais voltar, de colocar tudo que precisasse numa mochila e me esconder em qualquer canto do mundo, menos ali. Mas, minha vida não se pode caber numa mochila.
          O que aconteceu ontem vai ficar no passado e mais uma vez serão apenas lembranças. A dor de quem bateu mal se lembrará se é que dor se pode falar. Quem leva jamais se esquecerá e sendo assim, um novo ser é o que verão de hoje em diante. Aquele que não perdoará como um dia perdoou, aquele que não tem um coração bobo, inocente e passivo. Um ser que será mais racional, valente e até mais egoísta.
Depois me exige carinho, mas como posso dar e me doar a alguém assim? Um carinho cheios de tapas? desaprovações? Prefiro fazer parte desse meu "mundinho" que eu mesma criei, mas criei pra não sofrer tanto.

Tá doendo e acho que ainda vai continuar assim, pelo menos enquanto durar.

Quem dá, nem sempre lembra, quem leva sempre lembrará.

PS: Texto não passional.

                                                                                                                          Por Jéssica Lohayne  

Nenhum comentário:

Postar um comentário