Me aconteceu algo tão surpreendente que se eu falasse pra todo mundo, ninguém acreditaria. É, pois é, a minha idade não quer dizer nada. São 20 anos, mas são anos de razões trocadas.
Creio que o meu silêncio doeu mais do que qualquer palavra que dissesse, mas com certeza doeu mais em mim, segurar tudo por dentro com uma imensa vontade de chorar. Engolindo choros e palavras, medindo razões que não se entendem. Tive vontades, vontade de sair, de não mais voltar, de colocar tudo que precisasse numa mochila e me esconder em qualquer canto do mundo, menos ali. Mas, minha vida não se pode caber numa mochila.
O que aconteceu ontem vai ficar no passado e mais uma vez serão apenas lembranças. A dor de quem bateu mal se lembrará se é que dor se pode falar. Quem leva jamais se esquecerá e sendo assim, um novo ser é o que verão de hoje em diante. Aquele que não perdoará como um dia perdoou, aquele que não tem um coração bobo, inocente e passivo. Um ser que será mais racional, valente e até mais egoísta.
Depois me exige carinho, mas como posso dar e me doar a alguém assim? Um carinho cheios de tapas? desaprovações? Prefiro fazer parte desse meu "mundinho" que eu mesma criei, mas criei pra não sofrer tanto.
Tá doendo e acho que ainda vai continuar assim, pelo menos enquanto durar.
Quem dá, nem sempre lembra, quem leva sempre lembrará.
PS: Texto não passional.
PS: Texto não passional.
Por Jéssica Lohayne
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