Uma história de aventura, declarações, confissões, amor, bebidas e asneira.
Meu Deus! Acho que nada seria mais fiel ao título desse conteúdo. É, pois é ontem/hoje foi uma p. sacanagem, não sei bem como descrever uma cena dessas, mas eu me detesto só em lembrar/pensar. E ontem eu descobri como é se sentir sendo intolerantemente enjoada, foram minutos muito agonizantes. Bem... Tudo começou quando eu não queria sair de casa em uma plena sexta-feira, já tinha até decidido isso, mas insistiram e quando dei por mim já estava na esquina de casa rumo ao destino. Mas tudo começou bem assim; após pegar um taxi sozinha, até a parada de ônibus destinando-me a integração. Já fazia quase duas horas que eu estava ali esperando a tal colega aparecer, depois de tanto sms’s enviados e recebidos perguntando a localização mais exata pra estipular um tempo aproximadamente para a sua chegada.
“ - Estou esperando as meninas chegarem pra me darem o dinheiro”
- Ok, eu disse.
45min depois: “Fui sacar dinheiro no caixa eletrônico”
- Poha! Eu falei.
Já estava com vontade de voltar pra casa, tendo em vista que estava tudo dando errado aquele dia. Lá pra tantas, finalmente ela chega e daí fomos até o Ponto de Cem Reis. Quando chegamos já estava tudo ao fim. E eu? claro, fomos à boate, mas isso só depois de rever as pessoas que já estavam por lá. Caminhamos um pouco e chegamos, já estava a fim de voltar, mas o meu super esforço não poderia ser em vão aquele dia. Fiz valer a pena, ou pelo menos, a minha intenção era essa. Já que tinha ficado muito p. com "coisas" que não vêm ao caso nesse momento. Mas, voltando... ao entrarmos já éramos em 5, o que depois ficamos em trio. Pedi a primeira dose misturei claro, não estava pura. Dançamos e tal e tal. Pedimos a segunda dose. Todos já estavam começando a ficar alegres, todos já pediram a 4°, 5° e eu estava lá na 2° o que depois veio a ser a 3°, visto que eu já estava animada, não havia me alimentado bem durante a semana e nem havia jantado aquele dia. Eu disse 3°? Bem não leve em consideração minha memória agora, por favor, (digitei um valor meramente idealizado). O que de fato não suportei é que primeiro beijei uma pessoa loira (bela por sinal) depois outra que eu apenas lembro-me dos olhos verdes (eram tão chamativos) Ok! Eles eram um casal, e assim que senti o clima meio tenso, saí de fininho. O que não ocorreu quando rolou o outro beijo com outra pessoa. E ela me fazia coisas que só não eram mais tensas, por que eu já estava alta demais. E foi ali sentada no sofá que fomos bem além do que pretendia. Não digo o óbvio porque na verdade não chegamos ao ponto por uma questão de... enfim. O medo do segurança ou algo assim, não intimidava mais ninguém. Lembro que salvaram um número no meu celular e pediram pra que eu mandasse mensagem ou ligasse. Tudo bem! (jura que eu iria ligar mesmo?) '... e naquele momento eu não sei se eu estava mais bêbada ou cega #Pohas milvezes ¬¬' Não acredito que sou eu, não acredito que fiz isto!
Em sã consciência não ficaria com alguém daquele jeito. Meu Deus!
Mas, tudo bem, me despedi e fui embora com a colega que havia ido, claro que depois dela me dizer que não iria mais tentar ficar comigo. Ela havia dito que era a última vez. Na volta tudo que eu percebia era o som do motor e aquele cheiro de cigarro barato que havia impregnado meu cabelo. Quando começaram carinhos indiscretos por entre minhas pernas, instantaneamente retirei a mão boba que comprometia a assumir esse atrevimento. A insistência me cansou e algo assim não mudaria nada do que estava sentindo naquele momento. O porteiro abriu o portão, então, vem a escadaria, que por sua vez era muito cansativa, o sol da manhã já clareava quase todo o espaço. A janela do apartamento era grande o bastante para fazerem com que aquele sol doesse em meus olhos. Numa tentativa de recuperar meu corpo cansado, me deito num sofá baixo e feche meus os olhos, mas o que eu não contava é que aquelas mãos viriam a mim, junto com todo o peso de seu corpo. A insistência reaparecia, as doses fizeram algum efeito trágico. O movimento era redondamente tenso, eu não queria fazer nada, apenas dormir. Eu não queria e assim dizia, mas novamente a insistência daquele alguém me agonizou, as mordidas, as lambidas e os beijos forçados me fizeram levantar em busca de ar. Na varanda já se fazia tudo claro, 5 h e meia da manhã, até onde eu me lembre. Respirei fundo, mas tudo que eu queria era um bom banho, desejo este, não realizado. O que me veio por trás, foi uma língua escorrendo em minhas costas atingindo a parte superior de minha nuca. Eu não queria assim eu dizia. Enquanto tentavam me seduzir com os carinhos, durante todo o tempo eu suplicava por um nome, eu gritava por esse nome, (e eu gritava seu nome quando nem mesmo você poderia imaginar) nome este de outra pessoa e mesmo assim não a fizera desistir. Eu estava esgotada e ameacei gritar, até que enfim o medo de todos ouvirem a fez desistir.
- Graças, até que enfim terei paz! Eu pensei.
Quando dei por mim, eu já estava em uma cama dormindo. Apaguei todos os meus sentidos e pereci em um sono grosseiro. A única coisa que me lembro é que a cama de solteiro era pequena demais para virar para o outro lado, tendo em vista que apenas senti uma mão me abraçando por trás e fazendo assim um sono de conchinha, onde minhas forças já estavam escassas demais para retirar qualquer coisa que não fosse o cobertor. Após duas horas (não me recordo ao certo) levantei e fui embora para casa, mas antes, claro, outra aventura fazendo um tour por JP.
E na viagem (durante a volta):
- MOÇA, Ô MOÇA, ESSA É A FILA PRA PEGAR O 603?
(e eu nem me dei ao luxo de encarar a pessoa)
e ela saiu, dizendo:
- ELA TÁ NO MUNDO DA LUA, BLÁBLÁBLÁ...
- ELA TÁ NO MUNDO DA LUA, BLÁBLÁBLÁ...
'... poha, eu estava enjoada, caindo já e vem me perguntar isso? desde quando na integração fazem/tem fila? Não sabe ler a placa lá do 603? Você sabe pelo menos ler? Foi a única coisa que eu consegui pensar em dizer naquela hora, apesar de não ter dito nada.
Cinco minutos depois o hippie chega:
- MOÇA. POSSO TE MOSTRAR MINHA ARTE?
(eu balanço a cabeça de sentido negativo) ele ainda demora cinco minutos tentando me convencer e mais outros dois para ir embora.
- PLANETA TERRA CHAMANDO.
- Vai se lascar... (eu pensei em dizer isso, mas eu não tive forças) ¬¬'...
Um outro ser de estatura baixa me aparece:
- MOÇA ESSE É RANGEL OU PEDRO II?
(ele se conteve com o meu mero e notório silêncio) :x
Após subir para o ônibus, me deparo com um cheiro irritante, pessoas, falando (gritando) crianças e bebês chorando (berrando,), adultos com sagradas caixas de som tocando um funk deprimente. A zonzeira já me vinha com mais frequência. Por dentro implorava para que chegasse logo na minha parada. Mas como já disse e ninguém acredita em mim: - Eu sou azarada! Ou melhor... Depois de segurar o vômito por quase duas horas, enfim faltando uma só parada pra eu descer, não aguento e pá... [conteúdo restrito] [...] '... vomite com classe e saia como se nada tivesse acontecido.(ponto) #FICaDICA Todos te olham e você finge que nada, absolutamente NADA acabou de acontecer ali.
Pronto, consegui descer daquele chacoalhante transporte público, novamente me vem aquela vontade de continuar com o que estava fazendo, ou seja: UUUUAAAAAGGGGGGHHHHH (again) ¬¬’ Desta vez no meio fio da calçada, devo dizer estrada, avenida?
O homem alto que desceu junto comigo me pergunta:
- MOÇA VOCÊ TÁ BEM?
(estou ótima, melhor impossível, não tá vendo que eu estou vomitando) Poxa! =/ É eu pensei em dizer isso, mas seria ignorância demais da minha parte, além de uma grande falta de educação com quem somente queria me ajudar.
Mas, porque as pessoas só falam com você, quando você não tá legal? Deve ser pra elas se sentirem melhores que você. Mas enfim, enquanto eu andava desviando caminhos. Optava por um caminho pouco usado, na intensão de afugentar qualquer suspeita dos outros, e claro para que ninguém da família me visse naquele estado, afinal parecia que estava de marola, como explicar isso? Eu percorria a rua clamando aos céus para que chegasse logo no portão daquela casa do muro branco (a minha) eu procurava a chave, que eu já não tinha certeza de qual bolso estava se é que estava lá. Acertei o bolso direito e de relance me dirigi ao quarto mais próximo, deitei meu corpo cansado e cheio de um odor bêbado. Minha cabeça já não encontrava o equilíbrio certo, a dor fina me martelava a cada som que eu ouvia. Após rolar de um lado para o outro, me ergo e finalmente chego ao banheiro, lavo esse trapo que me tornei. Tiro o cheiro da fumaça em meus cabelos. Lavo minha boca adoçada por beijos que não me foram nada doces. Eu só pensava em me divertir aquela sexta, encher a cara por um amor, amor de semana de horas talvez, mas era por um amor. Sexta-feira. Maldita sexta-feira ¬¬’ Nunca mais beberei. Dois dias já estava pensando quando seria a próxima balada (mentira).
Depois que o efeito do álcool passa você volta a ser quem você é. Aquele velho alguém. Escolha quem te faz feliz, sóbrio.
JL