Há um ou dois anos atrás muita coisas mudaram na minha cabeça, meu pensar é tão menos preconceituoso, não me importo com aquilo que eu chamava de reputação. Hoje já perdi algo muito mais valioso que isso. Porque não me resolver de uma vez por todas, sem estar em cima do muro? Ou conseguir me definir, me optar, escolher, sei lá o que vocês mortais pensam/descrevem sobre se sentir atraído por alguém. Até hoje não gosto de me rotular só porque em algum momento fiz alguma coisa que me deu vontade. Mas sinto que à medida que o tempo passa você precisa se encontrar de fato, porque são dois mundos antagônicos demais pra tentar concilia-los. Eu poderia ser eu mesma em todos eles, sem precisar fingir, esconder ou mentir. Mas a gangorra existe, não dá para omiti-la ela está lá e você precisa decernir qual lado quer ficar. E esse fim de ano me fez pensar sobre isso, uma vez que comemorações de fim de ano te fazem ver, e rever a sua família que te impõe em padrões rotulados como isso ou aquilo. Porque tenho que desencalhar? Minha vida está ótima assim, não quero noivar ou casar e ter filhos e ser feliz pra sempre (como se isso fosse de fato se feliz pra sempre) alguém, por favor, conte para os tradicionalistas que isso não é um caminho único para a felicidade e realização de vida. Há um mundo todo lá fora, cheios de descobertas que te deixam a vontade sobre “ser você mesmo” em determinada circunstância e isso não lhe deixa constrangido ou se sentindo mal porque todos são diferentes de você. Enfim essa mesmice cheias de prolixidade que eu tenho que forçadamente ser para obedecer a esses padrões de vida me indaga, me irrita.
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