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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Trechos





Trechos

    Hoje, eu não quero nada. Cansei de procurar frases, trechos que pudessem descrever o que tenho sentido há um tempo. Perdi as contas de quantas vezes li e reli as grandes frases moralistas, músicas fantásticas ou algo mais que isso, em busca de algo que se encaixasse perfeitamente. Talvez, seja um sentimento inefável demais ou tão idiota que não consigo mais distinguir. Sinto tristeza, sinto alegria. Sinto algo mais que ilusão sem que precise tirar meus pés do chão.     Não sei se durmo cedo ou tarde, se deito e penso em algo, já não tenho mais tempo pra isso. E mesmo assim, sempre fico com aquela mesma sensação de sempre faltar algo. Certo ou errado, não sei escrever tudo que sinto e nem tão "bonito". Mas só por hoje precisava saber o que dizer, saber como dizer ou pelo menos um terço daquilo que sinto.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Defenestrar

Defenestrar

Devaneio quase louco
O que me resta do pouco
Em qualquer logradouro.

Enxergar retrovisores
Soluçar dores
Viver mar 
Viver flores.

Amor de atalhos
Amor de retalhos
Guerra duma arma só
Não sei se grito e peço socorro.

Defenestra eu
Defenestra tu
O verbo se acabou
Como a taça se quebrou.

Dobrar palavras
Cair nas escadas
Surrar a ponta da faca
Fugir, criar asas.

Cair no asfalto
Na esquina de um braço
Choramingar esse tal A’ fajuto
Bravejar o breve descuido.

Na rua do meu ego
Tudo agitou com todo meu erro
Não sei se nego
Ou no auge de tudo confesso.

Alugar o tempo
Remir sonhos
Defenestrar saliva roubada
O que me resta do pouco?

Desse “a” de amor fajuto
Desse “a” que não é santo
 Fez defenestrar a dor
De um fim encanto.