Defenestrar
Devaneio quase louco
O que me resta do pouco
Em qualquer logradouro.
Enxergar retrovisores
Soluçar dores
Viver mar
Viver flores.
Viver flores.
Amor de atalhos
Amor de retalhos
Guerra duma arma só
Não sei se grito e peço socorro.
Defenestra eu
Defenestra tu
O verbo se acabou
Como a taça se quebrou.
Dobrar palavras
Cair nas escadas
Surrar a ponta da faca
Fugir, criar asas.
Cair no asfalto
Na esquina de um braço
Choramingar esse tal A’ fajuto
Bravejar o breve descuido.
Na
rua do meu ego
Tudo
agitou com todo meu erro
Não
sei se nego
Ou
no auge de tudo confesso.
Alugar
o tempo
Remir
sonhos
Defenestrar
saliva roubada
O
que me resta do pouco?
Desse
“a” de amor fajuto
Desse
“a” que não é santo
Fez defenestrar a dor
De
um fim encanto.

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