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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Dor



Doer? 
Dói. 
Dói sim!  
O dia hoje está nublado e aqui dentro também. Meu coração sangra como se não existisse o amanhã, meu peito lateja de dentro pra fora como se quisesse expulsar a dor aqui dentro que me consome a cada minuto passante. Eu fumo um cigarro pra apostar trazer paciência e amenizar o tempo que demora a passar.  Eu fujo, bato o carro, saio sem saber pra onde e acabo parando na sua porta, na sua janela. Eu não faço nada, só olho, observo e espero. Espero o relógio querer, espero a hora certa chegar, mas me dói agora, me dói já.  Agora chove, chove lá fora e chove aqui, nos meus olhos e no meu travesseiro. Mudei o quarto de posição pra ver se algo muda aqui dentro, mas como mudar por fora se por dentro não muda nada. Só posso esperar e me maltratar com os pensamentos de você. Você que acordou, andou pela casa e nada sentiu, você que saiu, resolveu suas coisas e numa sexta feira à noite dança acompanhado(a) numa dessas casas noturna qualquer da cidade. Você que nada fez, que nada sentiu, que nada mudou. O tempo vai passando. Esse instante se tornando outro dia. E eu vou descobrindo que não existe mais nada em mim porque em mim é você que está.


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