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terça-feira, 15 de maio de 2012

Dia 26

Ela fechou a porta sem dizer adeus e se calou no seu silêncio permanente. Seu sono profundo me atormenta, essa tempestade de lembranças me enlouquece. Eu faço coisas absurdas por um esquecimento involuntário. Sei que jamais a esquecerei, embora tente camuflar, vejo o semblante dela com os olhos tristes e desfalecidos, recolhidos ao seu aconchego eterno. Perco a ciência de tudo em minha volta, esqueço-me do mundo em um piscar de olhos. O tempo é o meu inimigo, os minutos passam como dias.  Sei que palavras mágicas ou mandracas não irão trazê-la de volta. Conto cada dia "26" de cada mês.
 Ela não pode me ouvir ou ler isso um dia, mas espero que onde ela esteja, algo faça sentido. Sinto sua falta, sinto falta do carinho dela, da mão dela palpando minha dor mais tola a mais séria. Ouvir a voz dela ou simplesmente um olhar, mesmo que este olhar fosse um clamor desesperado, em busca que eu acalentasse sua dor. Simplesmente sinto uma saudade que não tem tradução.
Ainda que as lágrimas sejam poucas ou até não haja, nunca duvidem do que eu sinto, do amor que guardo, pois é imenso como o mar, profundo como a terra, mas tão fulgente como o ar.
Eu amo esta mulher!
#Mãe

Um comentário:

  1. Saudade não tem nome, mas vejo que a sua tem.
    Determinadas lacunas são eternas... vácuo.

    Ela sabe que sentes... e o quanto sentes...

    Beijo grande!

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