A voz no fundo
O sorriso no portão
Como não se lembrar daquele olhar
A calçada me convidava a te dar a mão.
Num quartinho apertado
Exprimi-me para longe de tua boca
Ali estava meu desejo encurralado
Procurava não sentir a respiração
Nem a minha nem a sua.
Hoje me convenço
Ou tento satisfazer
Consolar meu remorso
Palavras essas que me faço escrever.
Talvez fosse só um beijo
Num quartinho apertado
Agora é ‘Algo que ficará guardado
Não importa o quanto, o tanto, o tempo
Será obedientemente especial.
Nesse quartinho agora
Cabe mais sentimento
Cabe mais importância
Mais tudo de um nada
Cabe você Cabe "eu" Cabe 'nós.
As paredes mal pintadas
Amadureciam dentro de mim
Como agora organizo
Todos os pensamentos do fim.
Fim este que não teve início
Tão longe, longe de mim.



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